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Green bonds em alta na COP 21

11 de dezembro de 2015

O setor financeiro privado e potenciais mecanismos financeiros  associados ao clima tem sido muito discutidos na conferência do clima. Ao mesmo tempo em que os investidores tem se posicionado a favor do de desinvestimento em carbono, novos mecanismos financeiros surgem com força, como é o caso de Green Bonds. Este mecanismo, que iniciou como um mecanismo de financiamento utilizado mais por governos e bancos de desenvolvimento, agora tem se despontado como forma de corporações se financiarem.

No último ano sozinho, este mecanismo já foi responsável por emissão em torno de 41 bilhões de dólares. No entanto, muito ainda precisa ser feito. De acordo com o Green Bond Principles, uma das iniciativas composta por representantes dos emissores, investidores e intermediários no mercado de GB e conta com o apoio da Associação Internacional do Mercado de Capitais (ICMA),  o montante de recursos emitidos em Green Bonds ainda é muito pequeno em relação ao mercado de dívida global, que emite em media 19 trilhões de dólares por ano.  Para atingir o nível máximo de dois graus, seria necessário no mínimo 900 bilhões de dólares.

Muitos estudos e lançamentos sobre o mecanismo tem aparecido durante a semana. O Climate Bonds Initiative,  que junta 34 organizações incluindo Rabobank e Credit Suisse, em torno do Mercado de Climate Bonds, acabou de lançar novas diretrizes de diretrizes setoriais para esse tipo de financiamento para uma série de setores, como de agricultura e floresta e água por exemplo.

Ainda, durante a COP foi lançada a Green Infrastructure Investment Coalition, que propoe engajamento entre governos, instituições financeiras, investidores e especialistas para fomentar o crescimento desse Mercado no mundo. A coalizão tem como seus principais organizadores o Climate Bonds Initiative, PRI, UNEP Inquiry for a Sustainable Development e ICMIF, International Cooperative Mutual Insurers Federation. Alguns países já demonstraram interesse em se juntar a coalizão como México, India, Indonésia,  entre outros.

Para mais informações sobre o mecanismo de Green Bonds, desafios e oportunidades para o crescimento desse Mercado no Brasil, veja no estudo recém lançado estudo fruto da parceria do GVces e FEBRABAN.

http://gvces.com.br/green-bonds?locale=pt-br

http://www.icmagroup.org/assets/documents/Regulatory/Green-Bonds/GBP_2015_27-March.pdf

http://www.climatebonds.net/standards

Paula Peirão (GVces)

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