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Quando o desafio é a oportunidade

11 de dezembro de 2012

A vice-presidente de Energia e Meio Ambiente do Conselho Americano para Negócios Internacionais, Norine Kennedy, destacou hoje a relação entre os resultados da Rio+20 e da COP 18 durante evento promovido pelo Conselho Internacional Europeu para Energia Sustentável e Conselho Internacional de Associações da Indústria Química, com participação da CNI.

Segundo Norine, tanto a Rio+20 quanto a COP estabeleceram 2015 como data marcante para o estabelecimento de compromissos, o que representa, de alguma forma, a urgência com que o tema vem sendo tratado, já que em se tratando de compromissos multilaterais e multinacionais três anos é realmente pouco tempo.

A Rio+20 estabeleceu 2015 como prazo final para a definição dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS), que deverão substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Já a COP 18, definiu 2015 como prazo final para as negociações da Plataforma Durban, que estabelecem os compromissos pós Quioto, ou seja, para depois de 2020. Tanto um quanto o outro têm em comum a busca por uma economia de baixo carbono.

Paula Bennati, conselheira sênior para Mudanças Climáticas da CNI, apresentou as ações da indústria brasileira para aproveitar estas oportunidades ao mesmo tempo em que coloca em prática as definições da Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMD).

Russel Mills, diretor global de Energia e de Políticas de Mudanças Climáticas da Dow, apontou como esses desafios se tornam uma oportunidade para a indústria, enfatizando principalmente o setor da construção civil, com destaque para os países em desenvolvimento. Jorge Soto, diretor de Sustentabilidade da Braskem, foi o moderador da mesa, e apresentou um vídeo do Conselho Internacional das Associações da Indústria Química, sobre a importância da eficiência energética para as construções. A meta do Conselho é contribuir para reduzir em mais de 13 bilhões de toneladas as emissões de GEE dos edifícios até 2050.

Sobre as negociaçõesNa última semana da COP-18, o clima de incerteza e expectativa aumentou com a chegada dos chefes de Estado para a reunião dos chefes de Estado, mas, claro, ainda sem das definições que ficaram, como sempre, para o último segundo da Conferência. O Brasil estava em posição confortável,  não só por ter anunciado um novo recorde histórico de queda do desmatamento, mas também porque tem bom trânsito entre os desenvolvidos e os em desenvolvimento. Por isso, foi nomeado, ao lado da Noruega, que também assumiu compromissos ousados de redução de emissões, como “facilitadores“ do diálogo entre os dois grupos.

Lia Lombardi, CEBDS

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