Skip to content

Reunião IEC com Emb. André Corrêa do Lago

4 de dezembro de 2012

Hoje foi realizada importante reunião das IECs com a presença dos empresários brasileiros presentes em Doha e participação do Embaixador brasileiro André Corrêa do Lago.

Os presentes puderam compartilhar suas impressões gerais sobre a Conferência, e as atividades consideradas mais relevantes, como por exemplo o Business Day, que rendeu uma discussão interessante sobre CCS e a postura dos países da OCDE nas negociações.

Em seguida, o Embaixador André Corrêa do Lago apresentou suas observações acerca do andamento atual das negociações. Segundo ele, o progresso não está sendo fácil, embora não particularmente pior do que as Conferências anteriores. A grande questão está em como alocar importantes temas, que hoje estão em discussão no âmbito do LCA e do KP,  em outras agendas. Qual será o lugar de cada um dos temas relevantes que devem continuar em negociação? 

Com relação à continuidade do Protocolo de Quioto, o Embaixador afirmou que o segundo periodo de compromisso deve acontecer pois, do contrário, a credibilidade do processo da UNFCCC estará em grave risco (nessa agenda, a maior resistência tem sido por parte da AOSIS – grupo das pequenas ilhas insulares -, que querem compromissos mais robustos por parte de alguns países desenvolvidos, em especial a União Européia). Ademais, a intervenção do Embaixador destacou a crescente relevância do setor privado nessa agenda, apontando como o grande desafio, a “tradução” dos resultados dessas Conferências para o Brasil,  internalizando as decisões tomadas.  Para isso, ele afirmou estar convencido da necessidade de haver um comprometimento conjunto do governo, sociedade civil e setor privado para implementar efetivamente o compromisso de limitar em 2ºC o aumento da temperatura global até 2100. 

A grande reflexão que a participação do Embaixador deixou para o setor privado foi da importância da participação da iniciativa privada para se avançar no combate às mudanças climáticas. O setor privado tem a capacidade de informar quais são as barreiras existentes e como derrubar essas barreiras, com vistas uma redução substantiva e mais precisa das emissões.

Por fim, foi debatido entre os empresários presentes a necessidade de se adequar os canais de comunicação do governo brasileiro com o setor privado à nova realidade das negociacoes. Em um cenário onde as decisões tomadas em nível internacional e governamental, não só afetam cada vez mais os empresários, como necessitam de subsídios do setor privado, o aprofundamento do  diálogo entre as partes passa a ser extremamente essencial. Paula Bennati e Daniel Alano (CNI)

Comentários

There are no comments on this entry.

Comentar

Parceiros

Twitter Facebook Facebook Twitter Twitter Facebook Facebook Twitter

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para se inscrever a nossa newsletter.